As tecnologias que energizam os eSports que amamos

Esportes eletrônicos (eSports) já ganhavam popularidade na nação das startups muito antes do início da pandemia do novo coronavírus. Mas, apesar da nova realidade ter atrasado alguns elementos como torneios físicos, acelerou outros, como números totais de espectadores.

Hoje, um relacionamento mais estreito com seus vizinhos e a esperança de que a vacina logo normalize rotinas, têm ajudado Israel a se tornar um centro global para os eSports, que passa a vivenciar tendências como a transmissão de torneios de eSports para grandes públicos, o que frequentemente já acontece na Europa e América do Norte, onde um campeonato virtual de NASCAR recentemente bateu recordes ao capturar 1.3 milhões de telespectadores.

Uma novidade empolgante é que a cidade israelense de Eilat foi escolhida para sediar o 12º Campeonato Mundial de eSports da IESF em fevereiro, caso condições permitam. Isto porque, enquanto eSports cresceram durante 2020, assim como outras plataformas digitais, eventos e torneios físicos foram suspensos durante a pandemia.

Além dos óbvios benefícios sociais e seu valor de entretenimento, torneios acontecem fisicamente porque velocidades diferentes de servidores em todo o mundo podem impactar na performance dos gamers, causando uma desvantagem injusta para àqueles que possuem conexões menos rápidas.

Entretanto, a participação e audiência têm aumentado significativamente em muitos países. De acordo com Meghan Perkins, da Live Design LiveDesign, “apenas em março, acessos ao Twitch aumentaram 10%, e o gaming no Youtube cresceu 15%, de acordo com um gráfico VentureBeat na Statista. Além disso, o número de usuários ativos no Twitch subiu de 4 milhões no início de 2020 à 7.5 milhões em setembro do mesmo ano”.

Por isso, especialistas como Amir Shevat entendem que há muito espaço para inovar neste campo, pois a indústria ainda está em sua infância em muitos aspectos como a monetização, segurança e governança, por exemplo.

Naturalmente, startups israelenses já estão trabalhando com eSports, sendo notáveis exemplos como Novos, Quarterback e a novidade, StreamElements, que dá ferramentas para que criadores de conteúdo possam administrar seu público e acompanhar a performance de suas transmissões. Twitch é a plataforma que a maioria dos usuários utiliza nos eSports, e a StreamElements tem suporte para mais de 40,000 canais na plataforma.

Já a ShapeShift Gaming transforma o ato de assistir em uma experiência interativa que permite que gamers rastreiem os momentos de cada jogo. Isso permitiu a criação do maior centro de analítica e o primeira ferramenta de buscas em tempo real existente no segmento dos eSports, conforme seu CEO, Eyal Bem Shalom.

Por fim, a Overwolf permite que terceiros trabalhem junto com criadores, startups e corporações para criar aplicativos em HTML e JavaScript.

Como se pode ver, o céu é o limite e startups israelenses certamente não deixarão de participar deste mercado movido por criadores de conteúdo do mundo gamer e financiado por fãs apaixonados pelos eSports.

Fonte: Israel21c