Empresa israelense de cannabis medicinal é listada na Nasdaq

A Therapix Biosciences, que está desenvolvendo tratamentos para as síndromes de Alzheimer e de Tourette, arrecadou US$ 12 milhões.

A Therapix Biosciences, cujo ramo é a maconha medicinal, arrecadou US$ 12 milhões (brutos) na Nasdaq. O preço de cada ADR (um título negociado nos E.U.A. que monitora uma ação em outra bolsa) foi de US$ 6 na oferta. Cada ADR representa 40 ações da Therapix negociadas na Bolsa de Valores de Tel Aviv, o que significa que a oferta se deu a um preço de NIS 0,54 por ação, representando um desconto de 23% sobre o preço de fechamento do dia anterior.

Após a conclusão da oferta nos E.U.A., as ações da empresa serão listadas na Nasdaq sob sua abreviatura, TRPX. O preço de tais ações tem estado muito volátil – até o momento, neste ano, ele subiu 30%, incluindo acentuados aumentos nos últimos dois dias, levando a capitalização de mercado da Therapix a NIS 40 milhões. Ao fim do terceiro trimestre de 2016, a empresa tinha US$ 1,6 milhão em caixa e, desde então, arrecadou US$ 1 milhão em um investimento privado. As receitas da oferta atual somam US$ 10,3 milhões líquidos. Os subscritores têm uma opção de compra para mais ADRs no valor aproximado de US$ 1,8 milhão.

A Therapix é controlada pela família Jesselson, por Haim Amir e pelo Dr. Ascher Shmulewitz. Ela passou por várias incorporações desde de que foi ofertada na Bolsa de Valores de Tel Aviv, uma década atrás. Anteriormente, chamava-se NasVax e tratava de doenças respiratórias, depois, passou para o Alzheimer e infeções hepáticas e, há cerca de dois anos, tem seu foco na maconha medicinal.

Atualmente, a empresa está desenvolvendo dois medicamentos à base de THC (tetra-hidrocanabinol o principal componente psicoativo da maconha) sintético, um para a síndrome de Tourette e outro para debilidade cognitiva precoce, no escopo da síndrome de Alzheimer. Estima-se que o produto seja submetido ao processo de registro junto à Administração Federal de Alimentos e Medicamentos dos E.U.A. pela via regulatória 505(b)(2), para novos medicamentos à base de ingredientes químicos conhecidos. Esse caminho é mais longo do que o exigido para o registro do uso direto da planta da maconha, porém, mais curto do que o caminho para um medicamento completamente novo. O tratamento para síndrome de Tourette passou por testes de segurança em humanos e deve passar pelo teste de eficiência no terceiro trimestre de 2017. Espera-se que os testes para segurança humana do tratamento para debilidade cognitiva sejam iniciados em 2018.

Outra empresa de biomedicina israelense pegou o bonde da maconha medicinal nesta semana. A Intec Pharma Ltd. (na Bolsa de Valores de Tel Aviv: INTP), que está desenvolvendo uma pílula para a liberação gastrorretentiva de medicamentos, anunciou o início de testes para liberação tardia da maconha.

Fonte: Globes