Fazendo o deserto florescer: um panorama do watertech israelense

Apenas uma pequena parte dos recursos hídricos do planeta se encaixam nos requisitos para consumo humano, e este estoque é ainda prejudicado por ineficiências como vazamentos e falta de saneamento. Ao mesmo tempo, uma população global crescente e urbanização aumentam a demanda. O setor watertech inclui todas as tecnologias que aumentam a oferta e diminuem a demanda por água, através do ciclo de distribuição e uso. Israel está liderando a mudança em direção a práticas mais sustentáveis via uma série de tecnologias, como dessalinização, que transforma água salgada em fresca, métodos de tratamento e saneamento amigáveis ao meio-ambiente e de bom custo-benefício, irrigação inteligente para a redução do consumo e aumento na produtividade, e métodos de detecção de vazamento remoto, para reduzir as perdas.

De acordo com relatório publicado pela Start-up Nation Central, com dados fornecidos por entidade como a UNESCO, The World Bank, WHO, UNICEF e o 2030 Water Resources Group, os principais desafios para o segmento são:

  • Dependência à recurso primário para 1.4 bilhões de empregos, e um recurso secundário para mais 1.2 bilhões, a água é vital para cerca de 80% da mão-de-obra global, sendo que 70% dos recursos hídricos globais são utilizados na agricultura;
  • Escassez à Até 2025, metade da população global terá problemas com a falta de água, e se continuarmos no mesmo passo, até 2030 a demanda excederá a oferta em 40%;
  • Qualidade à Em 2015, 29% da população global não tinha uma fonte regular de água potável descontaminada, e 61% não tinha serviços seguros para saneamento. Nesta linha, dois bilhões de pessoas em todo o mundo retiram sua água de fontes contaminadas com fezes.

As tendências para o segmento são um mercado que excederá U$600 bilhões, um relacionamento mais colaborativo na indústria, com o crescimento de tecnologias complementares e serviços, melhoras na educação do consumidor no mundo em desenvolvimento e maior engajamento deste. As tecnologias “quentes” possuem elementos de IoT e análise de dados para que a administração dos recursos seja mais inteligente, bem como a biofiltração.

Os pontos fortes da watertech israelense são:

  • Destreza tecnológica, utilizando-se do know-how em biotecnologias, segurança, sensores, análise de dados e IoT;
  • Inovação que nasce da necessidade à possuindo um território árido e desértico, Israel precisou inovar para fazer o máximo de seus recursos hídricos limitados;
  • Empreendedores que olham para fora à com um mercado doméstico pequeno, empreendedores israelenses precisam direcionar seus esforços para a arena internacional;
  • Práticas hídricas à Israel supera os desafios com uma combinação de inovação tecnológica, iniciativas governamentais, políticas e parcerias público-privadas. Por isso, o país é líder em reclamação de água, tratando cerca de 80% de seu esgoto para reutilização na agricultura, contando ainda com cinco unidades de dessalinização, incluindo a Sorek – que é a maior do mundo para osmose reversa de água do mar do mundo.

Por fim, o país conta com mais de 180 empresas inovadoras atuando em diversos setores, das quais merecem destaque:

  • fluence, que oferece uma solução de tratamento para esgoto modular, construindo plantas silenciosas e sem odores para distribuição hídrica local;
  • Netafim inventou a irrigação inteligente em drip nos anos 1960, e hoje possui 60% deste mercado;
  • Desalitech lidera a indústria com seus sistemas de osmose reversa de alta eficiência;
  • TaKaDu oferece uma plataforma automatizada em nuvem, que permite fornecedoras detectem, analisem e administrem eventos da rede como vazamentos e defeitos nos equipamentos.

Fonte: Start-up Nation Central