Conheça seis mulheres israelenses que estão rompendo barreiras no Fintech

Nos últimos anos, um ecossistema financeiro avançado se desenvolveu em Israel, como mais de 850 empresas trabalhando no ramo de acordo com a FinTech Aviv. Além disso, emergiu como um segmento onde mulheres assumem cada vez mais posições de liderança.

A empresa londrina que analisa o mercado de fintech, Findexable, reportou que em 2019, a proporção de mulheres em posições sênior global cresceu a 29%, o maior número já registrado. Para exibir estas informações, estão conduzindo uma Pesquisa sobre Diversidade de Gênero em conjunto com a Universidade de Illinois, “para entender como empresas Fintech estão apoiando mulheres no trabalho e a igualdade de gênero dentro da indústria”.

Com isso em mente, o Israel21 conversou com seis líderes do Fintech femininas para descobrir o que as levou a este campo e como um toque feminino pode acelerar o sucesso.

Yael Tamar, co-CEO e co-fundadora da SolidBlock

De acordo com Tamar, que começou sua carreira há 17 anos como analista na Wall Street, enquanto terminava seu mestrado em economia, o espaço Fintech israelense tem muitas mulheres incríveis. Em seu país natal, a Ucrânia, “existia uma economia super-centralizada e não sabíamos nada sobre negócios”, motivo pelo qual se mudou para os Estados Unidos para o ensino médio e faculdade, após o colapso da União Soviética e sua economia.

Tamar se apaixonou por Israel em sua viagem Birthright, decidindo que iria morar na Startup Nation assim que terminasse seus estudos. Trabalhou como analista de negócio e engenheira financeira, criando índices de produtos que incluíram até o ramo imobiliário. Tudo mudo quando, uma década após a mudança para Israel, descobriu o blockchain e ajudou a fundar, em 2020, a empresa SolidBlock, que atua no ramo do prop-tech. Para trocar experiências, criou ainda o grupo de negócios Women in Block, que conta com membros de cerca de 20 países.

May Michelson, Diretora de vendas global da GK8

Michelson, que já foi engenheira de software na Intel, estava procurando um novo rumo na carreira e encontrou o BizDev. Usando o clássico “chutzpah” israelense, entrou para o mundo dos bancos e pagamentos P2P da empresa PayKey.

Conforme narra, entrou em contato com o CEO para perguntar se já tinham alguém na posição, e foi assim que conseguiu a vaga. Durante os quatro anos que passou por lá, Michelson desenvolveu uma paixão pelo Fintech e até entrou para o European Women Payments Network. Há cerca de dezoito meses, fundou também o Fintech Ladies IL. Ano passado, decidiu ainda surfar a onda do blockchain e fez outro cold call – desta vez ao CEO da GK8, uma empresa de cybersegurança baseada em Tel-Aviv. Desta vez, já com experiência quanto aos bancos internacionais, facilmente conseguiu a vaga.

Matana Soreff, VP de risco e compliance, Melio

 Trabalhando com pagamentos e fraude por cerca de 10 anos, Soreff se mudou para Israel para um programa de MBA na IDC Herzliya e trabalhou no back office de uma empresa de forex. Foi lá que viu a prevenção à fraudes pela primeira vez, se interessando imensamente. Por este motivo, se tornou uma das primeiras empregadas da empresa que trabalha no ramo do ecommerce Riskified, onde eventualmente passou a ter 50 subordinados.

Depois, ajudou a construir o sistema de pagamentos para criptomoedas na Simplex, sendo finalmente recrutada pela Melio, no início de 2019. A empresa oferece uma solução para pagamentos B2B para pequenas e médias empresas norte-americana, e conta com oito mulheres nas dezessete posições de liderança oferecidas. A equipe de Soreff, com dezoito membros, é composta 70% por mulheres e muitos imigrantes. Para contratar, conta que procura qualidades diferentes dos homens, como a intuição e psicologia.

Ruth Orenstein, diretora de product management, Tipalti

Orenstein veio para o Fintech após terminar seu bacharelado em direito, já sabendo que, apesar de não ter estudado sobre o campo, seu caminho era na tecnologia e indústria financeira. Por isso, fundou uma startup e depois trabalhou na indústria de segurança, onde era a única mulher em cargo de gerência.

Como diretora de product management na Tripalti, introduz novas tecnologias a times de contadores que ainda usam processos antigos, algo comum naquele segmento. A empresa é muito focada em mulheres, contando inclusive com um fórum voltado para o desenvolvimento profissional das colaboradoras, principalmente porque grande parte dos clientes são mulheres trabalhando com contabilidade nos Estados Unidos da América.

Maia Naor, VP de Produtos, INX

Com uma década de experiência no Fintech, Naor é pioneira na nova economia “tokenizada” oferecida pela INX, na qual trabalha desde sua fundação há três anos. Conta que quando saiu da universidade, onde estudou matemática e economia, viu no setor um ótimo local para iniciar sua carreira. Iniciou como analista em uma pequena empresa, onde conheceu o CEO da INX, que lhe deu uma oportunidade para brilhar. Isto em 2008, quando o produto ainda não era tão desenvolvido, o que forneceu uma chance para participar de todo este processo.

Tea Taras, analista de risco sênior, Coinmama

A economista Taras se mudou da Croácia para Israel em 2017, onde foi parar no Fintech por acidente. Antes acostumada a ajudar pequenos e médios negócios a conseguirem financiamentos da União Europeia, ela fez a mudança sem experiência prévia na área, mas em pouco tempo já se tornou analista sênior na empresa, onde mais de 20% do time de gerência é composto por mulheres.

A startup facilita o processo de compra segura com opções de pagamentos que apoiam a simplicidade e acessibilidade ao Bitcoin, servindo cerca de 2.7 milhões de usuários em 188 países, emprega 60 pessoas. Conta Taras que as pessoas se surpreendem com seu cargo em uma empresa de criptomoedas, mas Israel é muito mais aberto a mulheres neste campo do que a Croácia, existindo grande diferença. Finaliza constatando que o “Fintech é muito interessante e desafiador, existindo muitas opções a serem exploradas”.

Source: Israel21C