Como duas startups israelenses estão mudando o varejo

A comunidade de startups israelense nunca deixa de impressionar. De tecnologias que salvam vidas a inovações em cybersegurança e novas formas de pagamentos revolucionárias, este pequeno país possui milhares de empresas que positivamente influenciam como o mundo funciona.

Recentemente, duas novas startups estão no centro das atenções: Syte e Tipa. E o burburinho que estão gerando também entre consumidores finais é particularmente interessante porque ambas trazem soluções B2B (business to business), que geralmente não chegam ao conhecimento e geram interesse direto para as massas.

A Syte é basicamente um Shazam para compras virtuais, fornecendo buscas visuais, recomendações de produtos e deep tagging para grandes marcas como Tommy Hilfiger e Farfetch. O que isto significa para o consumidor é uma experiência melhor, mais veloz e satisfatória. Quando um usuário entra em um sítio eletrônico que usa a tecnologia Syte, pode realizar pesquisas reversas de imagens do produto que estão buscando, em meros segundos. Além disso, a ferramenta apresenta todos os outros itens visualmente similares dentro da loja de e-commerce. Ressalta-se que, enquanto não são a primeira startup a trabalhar com esta tecnologia, são os melhores, como se facilmente depreende de uma crescente e prestigiosa carteira de clientes.

Não é surpresa que a Syte já arrecadou milhões de dólares, e com cinco escritórios abertos ao redor do globo e grandes planos para aumentar sua equipe, são uma estrela em ascensão para a inteligência artificial no varejo.

Tipa busca enfrentar o grande problema do desperdício de plásticos. A empresa israelense produz embalagens que são 100% compostáveis, apesar de parecerem e agirem como os plásticos que conhecemos. Assim como é o caso da Syte, surpreende o fato que uma pequena startup conseguiu resolver um problema cuja solução eludiu gigantes por anos.

Funciona da seguinte forma: as embalagens da Tipa são feitas com as mesmas máquinas que produzem o plástico comum, mas que sofrem pequenas alterações para entregar um produto final que é biodegradável até mesmo quando não é reciclado corretamente. Claro que a degradação não ocorre do dia para a noite, em condições ideias – como no seu quintal – o processo demora seis meses, enquanto em outros casos, alguns anos, o que ainda é muito melhor do que a existência eterna do plástico comum.

Isso dito, o fato que a solução Tipa demora seis meses ou mais para sumir tem seu lado positivo. Um exemplo é o uso do produto nos sacos para vestimentas criadas pela estilista Gabriela Hearst, que não poderia usar as embalagens se sumissem depois de 24 horas. O mesmo ocorre em pacotes de comida feitos deste novo “plástico”.

Com o aumento da produção, espera-se que as embalagens se tornem não apenas mais comuns, mas também acessíveis em termos de preço. E o meio-ambiente, agradece.