Unicórnios à vista: quinze empresas fundadas em Israel que se juntaram ao clube do bilhão em 2020

A “chegada” do novo coronavírus na primeira metade de 2020 deixou Israel, como outros países do mundo, em um estado de confusão. Mas, enquanto o país experimenta consideráveis prejuízos econômicos por conta da pandemia, alguns players atingiram novas alturas neste ano.

Das 45 empresas israelenses que já alcançaram o status de “unicórnio”- termo usado para descrever empresas privadas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares norte-americanos – quinze entraram para a lista em 2020. O termo se tornou um indicador universal de glória no mundo da tecnologia e um tópico de muita pesquisa e admiração.

Segundo a lista compilada por Yaron Samid, fundador da rede internacional de fundadores e investidores Tech Aviv, os 45 unicórnios israelenses valem, combinadamente, um total de U$92.6 bilhões, e já arrecadaram mais de U$41 bilhões.

Dos quinze novos membros do rol, quatorze possuem escritórios em Israel, empregando conjuntamente mais de 2,500 israelenses, de acordo com dados destas firmas colhidos no Linkedin.

Samid se deliciou com a variedade dentre os unicórnios deste ano, dizendo que “quando o ecossistema tecnológico ganha maturidade, fundadores emergem de diversas disciplinas. Se tradicionalmente tínhamos principalmente pessoas com experiências altamente tecnológicas vindas de carreiras militares em campos como a cybersegurança, o networking, telecomunicações e semicondutores, hoje fundadores vêm do design, UX, marketing, finanças, games e da saúde”.

Alguns investidores acreditam até que perceberemos que o coronavírus foi um fator determinante para a criação de um sistema tecnológico revigorado.

Nicole Priel, vice presidente da Ibex Investors, uma firma que recentemente levantou U$100 milhões para investir em tecnologia israelense, nota que nos anos que seguiram o último grande recesso econômico de 2008 foram “fantásticos para a tecnologia e investimentos de risco”. Priel menciona empresas públicas como Airbnb, Uber e Slack, fundadas em meio a momentos de dificuldade econômica, como exemplos de startups que nasceram e cresceram enquanto outros estavam apreensivos e na defensiva.

Apesar das dificuldades relacionadas à uma crise na saúde mundial de proporções inéditas, o ano que se encerrou em 31 de dezembro de 2020 foi de recordes para empresas israelenses, que receberam investimentos na toada dos U$9.5 bilhões.

Para conhecer mais sobre este ecossistema, confira a lista das quinze empresas que entraram para o clube dos unicórnios neste ano:

SentinelOne – Cybersegurança: U$3,1 bilhões;

Snyk – Cybersegurança: U$2,6 bilhões;

Forter – Cybersegurança para o E-commerce: U$1.3 bilhões;

Cato Networks – Cybersegurança: U$1.1 bilhão;

Armis – Cybersegurança: U$1 bilhão;

Gong – Inteligência Artificial pra o E-commerce: U$2.2 bilhões;

Avant – Fintech: U$2 bilhões;

Tipalti – Fintech: U$2 bilhões;

Rapyd – Fintech: U$1.2 bilhões;

Moon Active – Gaming: U$1.25 bilhões;

Insightec – Dispositivos médicos: U$1.3 bilhões;

VAST Data – Armazenamento de dados: U$1.2 bilhões;

Redis Labs – Armazenamento de dados: U$1 bilhão;

Sisense -SaaS para análise de dados: U$1 bilhão;

SimilarWeb – Análise de dados: U$1 bilhão

Fonte: NoCamels