Nação de startups só se faz com menos burocracia – e sem medo de fracassar

A receita perfeita para um país se tornar uma “startup nation” – expressão usada para designar as nações que se transformaram em “celeiros” de startups – é quase uma receita de bolo. Um governo que ofereça uma política reguladora com pouquíssima burocracia, organizações que façam a costura entre a iniciativa privada e o mundo acadêmico e empreendedores com boas ideias. E, preferencialmente, um ambiente com tolerância ao fracasso.

Este artigo foi retirado e adaptado de Época Negócios

Todos esses pontos fizeram parte da discussão “Croissant, muffin ou matzá?” mediada por Juliano Seabra, diretor geral da Endeavor Brasil, que reuniu Joanna Crellin, cônsul do Reino Unido em São Paulo, e Dori Goren, cônsul de Israel em São Paulo, para debater como essas nações incentivaram o empreendedorismo local.

Dori Goren, consul de Israel em São Paulo, durante o debate sobre o ambiente para startups em seu país (Foto: Ricardo Cardoso/Editora Globo)
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Em Israel, que hoje ocupa o terceiro lugar no ranking dos países mais inovadores, o governo faz a conversa entre as instituições. O país é o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento, aplicando 4,5% do PIB no setor. “Israel é o primeiro país do mundo em capacidade de inovação”, disse o côonsul Dori Goren, na apresentação. “Não temos medo de enfrentar riscos e desafios, é parte da nossa cultura”. É de lá que vieram iniciativas como o Waze. Mas é a postura diante do empreendedor que, segundo ele, faz muita diferença. O governo investe em novas empresas e, se o empreendedor não for bem sucedido, ele não fica estigmatizado. “Em Israel, é mais fácil conseguir apoio financeiro quando você já teve startups e fracassou. Há um entendimento que se você tentar novamente, você terá como fazer melhor porque aprendeu com o erro. Há alta tolerância às falhas. Isso nos torna uma startup nation”.
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Fora do caminho

Goren afirmou que em Israel há um triângulo formado pelo governo, empresas e universidades, de intensa cooperação. “O governo é muito importante para o empreendedorismo. Em Israel, a maior parte das incubadoras foram abertas pela iniciativa do governo”.

O cônsul israelense afirmou, porém, que apesar das críticas feitos ao Brasil, há imensas oportunidades a se aproveitar. “Fala-se muito que o Brasil é o país do futuro, mas isso não é verdade”, disse. “Esse futuro já e presente. Tem muitas coisas acontecendo aqui em São Paulo nas quais Israel poderia se mirar”. Goren também se mostrou afeito ao suposto “caos” identificado com o país. “Precisamos ter espírito de caos, de bagunça”.

Ao final da palestra, Dori Goren reforçou sua mensagem aos empreendedores brasileiros. “Não tenham medo de fracassar”.

Leia a notícia completa em Época Negócios

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