Parceria com Israel beneficia pesquisa

Sobre os benefícios da parceria entre o Governo do Estado e Israel, pesquisadores dizem que para que ela seja positiva é essencial o envolvimento da academia. “Se o Governo pensa em um projeto desses, tem que ter recursos para mandar professores e alunos para lá, para fazer projetos de pesquisa em conjunto. Porque não adianta apenas comprar essa tecnologia deles. Nós temos pós-graduação em nível internacional com condição de fazer todo esse processo.

Temos que transformar a inovação em uso”, diz Barros Neto, diretor do Centro de Tecnologia da UFC.

Para o engenheiro agrônomo Ronaldo Stefanutti, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da UFC o intercâmbio com pesquisadores de Israel pode ser vantajoso porque eles já passaram problemas na implantação desses sistemas e já encontraram soluções. “Então é interessante essa troca de experiências, que no campo tecnológico é fundamental”.

“No Ceará”, ele acrescenta, “nós temos tecnologia desenvolvida, mas não temos a experiência deles”. Para o professor do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor, Jefferson Gonçalves Nobre, que desenvolve projetos de reúso de água para irrigação, além da tecnologia em reaproveitamento de água, Israel também pode oferecer técnicas que evitem o desperdício de água tratada.

“No Brasil, se perde, em média, 27% da água tratada em vazamentos na tubulação. Em Israel, isso não chega 2% do total”.

Além disso, Barros Neto, ressalta que para pôr os projetos em prática no Ceará é preciso criar um ambiente favorável aos investimentos. “Israel tem muito a nos ensinar com relação ao ecossistema de inovação. Precisamos desburocratizar esse processo. E lá existe uma proximidade muito grande entre a universidade e as empresas”, diz.

Fonte: O Povo

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