Para onde vai o investimento em venture capital pós-Coronavirus?

É certo que teremos impactos no sistema econômico, mas investidores americanos ativos no ecossistema israelense em Venture Capital e tecnologia  vêem isto como uma oportunidade uma vez que as empresas com mais sucesso no mundo começaram em período de recessão econômica. Sempre haverá empreendedores com chutzpah para encarar a incerteza em períodos como este, e investidores para respaldá-los.

De acordo com Liron Winberg-Retzkin, General Manager no programa 365x em Nova Iorque, “A maioria das empresas vão sobreviver a esta crise epidêmica e sairão desta ainda mais fortes. Algumas ainda terão menos concorrência. As que não irão sobreviver provavelmente já estavam fadadas a falhar e isto foi apenas m catalizador.”

Ela acrescenta que há dinheiro disponível esperando para ser investido e que para empreendedores resilientes e persistentes, estes obstáculos serão apenas uma pedra no caminho.

O Managing Director da Maniv Mobility, Michael Granoff, acredita que durante os próximos meses, “pressupondo que a vida normal volte no verão, ainda será um período de corte de gastos no geral. Muitos investidores irão avaliar os danos macroeconômicos antes de fazer novos commitments, mas ao mesmo tempo, é provável que aconteça uma corrida de criatividade reprimida inspirada neste cisne negro. Então creio que para investidores atentos e também agressivos, haverá oportunidades”.

Oliver Mitchell, um investidor que foca em mobilidade e robótica, afirma que: “Creio que este período será um momento de definição na história, em que iremos agrupar os acontecimentos em pre- e pós- coronavirus. Tanto em Israel quanto nos EUA, a economia com base em tecnologia será afetada. Veremos diversas consequências econômicas a curto prazo, mas os vencedores serão as empresas que se adaptarem rapidamente e tirarem partido das novas tendências de mercado, tais como gestão de fluxo de trabalho remoto e práticas automáticas.”

Oded Hermoni, General Partner e Co-fundador da J Ventures, apresentou uma visão mais sóbria. Para ele, a curto prazo, os fundos focarão nas empresas do seu portifólio com ajustes internos para as empresas se consolidarem nos próximos 12 a 18 meses. “De 6 a 12 meses, se o isolamento social pelo coronavirus terminar, os fundos voltarão a investir, e os mandatos dos fundos serão ajustados em até 50% a menos. Isto irá acontecer tanto em Israel quanto nos EUA.”

Yasmin Lukatz, Fundadora e Diretora Executiva da ICON (Israel Collaboration Network) acredita que o lado positivo da crise será que as “empresas estão ficando mais enxutas e mais eficientes, menos concorrência e menos barulho, mais trabalho remoto.” Ela ainda prevê que haverá mais empatia em relação à carga de trabalho dos pais, e que a crise trará o melhor que há nas pessoas, incluindo novas indústrias que ainda nem conseguimos imaginar.

Jenny Belotserkovsky, Partner e Fundadora da Jemm Ventures, afirma que: “Eu recomendaria começar a construir relacionamento com investidores e parceiros comerciais agora mas entrar no Mercado quando o pior for atenuado. (…) Entretanto, algumas das melhores e mais duradoras inovações tecnológicas acontecem em modo de sobrevivência. Eu acredito que uma nova onda de inovação virá e felizmente focando em solucionar problemas globais mais profundos.”

Confira a matéria na íntegra: “Where is VC funding headed post corona?” do Israel 21c.