Fruta do Ano Novo Judaico pode conter sementes de esperança para pessoas com doenças cerebrais

Esta notícia foi adaptada do site The Times of Israel 

Essa semana será celebrado o Ano Novo Judáico. E quando famílias judias ao redor do mundo procuram as romãs que costumam consumir no Rosh Hashaná, elas não imaginam que a fruta de suculentas sementes vermelhas pode ser uma chave para o envelhecimento.

O óleo da semente de romã (PSO) contém altas concentrações de ácido punícico, ou ômega 5, como também é chamado, o qual acredita-se ser um dos mais poderosos antioxidantes na natureza.

“Em geral, a oxidação de proteínas e lipídios desempenha um papel importante no envelhecimento e na degeneração neurológica do cérebro”, afirma a Prof. Ruth Gabizon, pesquisadora de doenças degenerativas cerebrais do Departamento de Neurologia do Hadassah University Hospital, em Jerusalém.

Na forma em que estão presentes em muitos vegetais e frutas, antioxidantes podem, em princípio, fornecer proteção contra a destruição das células cerebrais e do corpo. Este é o caso do óleo de semente de romã.

Segundo Gabizon, o desafio é garantir que o óleo de romã que comemos, geralmente filtrado pelo fígado, chegue às partes do nosso corpo que podem se beneficiar dele.

Assim, ela se juntou ao Prof. Shlomo Magdassi – especialista na área de nanotecnologia da Hebrew University de Jerusalém – e, juntos, desenvolveram uma forma de quebrar o óleo em pequenas partículas que podem passar pelo fígado sem serem detectadas, fazendo um percurso até o cérebro.

Um estudo sobre o GranaGard (o produto que desenvolveram) descobriu que seu consumo por ratos de laboratório com esclerose múltipla retardou a expansão da doença e reduziu consideravelmente sua intensidade. Uma experiência adicional com ratos de laboratório com doença de Creutzfeldt-Jakob mostrou que o uso de GranaGard “retardou consideravelmente a expansão da doença e diminuiu a intensidade dos processos degenerativos e de demência associados”, afirma Gabizon.

Os dois estudos foram publicados no International Journal of Nanomedicine em novembro de 2015, bem como no International Journal of Nanomedicine de 2014.

Leia o artigo completo em The Times of Israel

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