Start-up israelense mantém os cadetes da West Point em forma

O Sistema de análise de movimento da Physimax está sendo utilizado pelo Exército Americano, por organizações esportivas e universidades, com o intuito de evitar lesões.

Para as organizações esportivas, um tornozelo ou um pulso torcido de um astro esportista pode custar milhões. Uma maneira de prevenir essas lesões é prestar extrema atenção ao modo como um jogador atua em tempo real. Para tanto, organizações esportivas nos Estados Unidos estão recorrendo à start-up israelense PhysiMax que, utilizando câmeras 3D, oferece análises baseadas em nuvem sobre o desempenho dos jogadores – e que relatam se seus movimentos de pivô ou seu tipo de tackle favoritos têm probabilidade de lesioná-los.

Dentre as organizações profissionais que já utilizam o sistema da PhysiMax – ou que estão seriamente considerando utilizá-lo – estão várias equipes da NBA, times de basquete universitários, a franquia de basquete Maccabi Tel Aviv e a Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, entre outros, segundo Ram Shalev, Diretor-executivo da PhysiMax e co-fundador da empresa.

“Nosso intuito é tomar as principais pesquisas científicas da área de prevenção de lesões e levá-las para dentro de campo, permitindo que atletas profissionais e, eventualmente, muitas outras pessoas se beneficiem com essa tecnologia que pode ajudá-las a prevenir lesões”, afirma Shaleve.

A tecnologia da PhysiMax foi validada por especialistas líderes da academia e do exército, que por sua vez desenvolveram os protocolos originais utilizados no mundo esportivo.

“Até agora, esses protocolos somente eram disponíveis para atletas de elite”, acrescentou. “A PhysiMax disponibiliza esses protocolos para todos os atletas, em tempo real, registrando o potencial de lesões durante os jogos ou outros esforços intensos”.

Enquanto muitas pessoas não concordam com os altos salários de atletas profissionais – que são pagos para ficarem no banco quando estão lesionados –, os analistas da indústria atribuem ao menos parte dos preços estratosféricos cobrados para assistir a jogos ao valor investido em seguros e em pagamentos de salários a jogadores lesionados.

Na temporada de 2013-14, por exemplo, a média salarial dos jogadores da NBA era de $4.9 milhões, o que significa que, para cada ausência de um atleta em jogo devido a lesões, sua equipe perdeu cerca de $60,000. Porém, isto serve apenas para um jogador mediano; quando um astro como Chris Paul faltou a 20 jogos durante essa mesma temporada, o custo para o LA Clippers foi de $4.550.000, dos $18.668.431 de seu contrato.

Acontece que existem métodos específicos e cientificamente aprovados a serem seguidos pelos jogadores a fim de evitarem lesões. Dentre esses métodos, estão aqueles prescritos pelo Sistema de Registros de Erros na Queda (LESS), desenvolvido para identificar indivíduos sob risco de lesões nos membros inferiores. Com o LESS, os movimentos podem ser analisados para determinar se são mais suscetíveis de provocar lesões como ligamento cruzado anterior (LCA), um tipo de lesão causada pelos movimentos, cortes, pivôs, acelerações, desacelerações ou quedas de um atleta de maneira ineficaz.

Uma pesquisa demonstrou que é possível identificar os indivíduos com risco de lesão e intervir com exercícios corretivos, a fim de auxiliar na diminuição do risco de lesão sem contato.

Para disponibilizar essa avaliação, a Physimax oferece um sistema de avaliação em tempo real que utiliza câmeras 3D para medir a eficácia – ou o potencial de lesão – de seu estilo de jogo. O vídeo é carregado no servidor da Physimax, em que o sistema de análise baseado em nuvem segue o movimento corporal para definir ausência de equilíbrio, simetria, fraqueza ou limitações na amplitude dos movimentos, ou excesso de amplitude nos movimentos.

O sistema utiliza protocolos de avaliação funcional aprovados e elementos que se repetem centenas de vezes em um jogo, tais como o salto, a queda e a mudança de direção em uma única perna, analisando o vídeo com medidas computadorizadas, de modo a reconhecer os movimentos corporais e fornecer uma pontuação para o desempenho e o nível de lesão potencial, por meio de um relatório detalhado sobre os grupos musculares e as juntas.

Dentre os esportes para os quais a Physimax está desenvolvendo seu sistema estão o futebol, o lacrosse, o tênis e outros que “exijam velocidade, potência explosiva e mudanças de direção, e que tenham um alto número de manobras que oferecem mais riscos de lesões”, afirma Shalev.

Fonte: The Times of Israel