Microsoft trocou veterana japonesa pela israelense N-Trig como fornecedora de tecnologia gráfica

A N-Trig, de Israel, marcou uma importante vitória sobre uma concorrente veterana no segmento de tecnologia de canetas, um item que está ressurgindo dos mortos virtuais. A Microsoft decidiu usar a tecnologia de caneta da N-Trig em seus tablets Surface Pro 3, que antes usavam a tecnologia da Wacom, uma das maiores fabricantes de canetas e tecnologia de tablet gráfico.

A Wacom tem 80% do mercado mundial de tablets gráficos e produtos relacionados – portanto, a incursão da N-Trig no que havia sido uma parceria contínua entre a Wacom e a Microsoft é uma importante vitória para uma empresa israelense.

A tecnologia de caneta remonta aos dias pré-internet dos dispositivos de informação pessoal, como o Palm Pilot, que apresentava uma tela sensível ao toque de pouca qualidade – mas que exigia que os usuários interagissem com a tela por meio de uma caneta eletrônica, um dispositivo em forma de caneta com ponta plástica ou de borracha. Os Palm Pilots são coisas do passado, mas a tecnologia de caneta que exigiam teve um renascimento nos últimos anos, uma vez que inúmeros aparelhos – mais recentemente, o Surface Pro 3 – incorporaram a tecnologia de caneta, mantendo e aperfeiçoando capacidades de toque. É um exemplo de como os consumidores hoje querem o máximo de flexibilidade possível, uma flexibilidade que a tecnologia da N-Trig lhes dá, diz Eyal Leibovitz, diretor financeiro da N-Trig, sediada em Kfar Sava.

“Com nossa tecnologia, a Microsoft foi capaz de tornar o Surface Pro 3 mais leve, porque nossos sensores permitem a interação de toque e caneta”, diz Leibovitz. “Os usuários podem então escrever na tela ou selecionar e mover itens deslizando os dedos, e os fabricantes com quem trabalhamos, como a Microsoft, apenas têm de inserir uma camada de sensor para permitir isso, em vez das duas normalmente exigidas.”

O que funciona para a Microsoft funciona para dezenas de outros fabricantes de equipamentos que usam a tecnologia da N-Trig – entre eles, Lenovo, Intel, Acer e Asus, afirma Leibovitz.

Uma das razões para a “morte” inicial da caneta foi o fato de ter sido considerada muito menos precisa que o toque. Embora isso possa ter sido verdadeiro no passado, hoje já não é, afirma Leibovitz. “Nossa caneta é muito precisa, com um alto nível de controle e rápida atualização para capturar sutilezas de matizes, como diferenças de caligrafia entre usuários, a pressão que aplicam – alguns pressionam para baixo na tela com mais força do que outros – e outros problemas, para possibilitar um controle mais exato. Também patenteamos capacidades de rejeição à palma da mão”, diz ele, acrescentando que isso garante que o aparelho “saiba” quando os usuários encostam suas mãos na tela sem perceber enquanto escrevem nela com a caneta.

Aperfeiçoar a experiência do usuário foi essencial para o sucesso da N-Trig, diz Leibovitz. “A caneta fracassou no passado porque a experiência não foi suficientemente boa. As pessoas querem uma experiência de caneta sobre o papel, em que sentem que estão realmente escrevendo da forma como estão acostumados. Atingir isso não é tão fácil quanto se pode pensar – há muitas coisas que temos de observar, seja leitura de caracteres, sinalização, pressão ou outras. Com a tecnologia que estamos fornecendo à Microsoft e a outros, acho que finalmente conseguimos isso.”

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