Minúscula Câmera ‘Marciana’ Israelense capacita robôs de conserto da NASA

Um sistema de câmeras, como apenas visto em filmes, que pode examinar bem de perto os equipamentos espaciais, movendo-se em todas as direções.

Com meros 1,2 mm de diâmetro, a espessura de uma moeda de dez centavos, a câmera boroscópica do robô VIPIR é a menor câmera comercial já usada no espaço pela NASA. Aqui, o dispositivo é mostrado ao lado de uma moeda de dez centavos dos Estados Unidos. (Crédito da foto: NASA/Jon Kraeuter)

 A NASA adotou a tecnologia de estilo “marciano” israelense para ser usada num robô que inspeciona equipamentos usados no espaço profundo. A Inspeção Visual Robô Invertebrado Poseable, ou VIPIR, é uma ferramenta de articulação borescópica projetada para oferecer a  capacidade de inspecionar de perto e a uma distância média no espaço com o fim de possibilitar o reparo de equipamentos, usando para isso robôs em naves espaciais não tripuladas e uma pequena câmera de uma empresa de dispositivos médicos israelense. A Medigus fornecerá à VIPIR seu poder de visão e permitirá que os técnicos na Terra possam dar uma olhada de perto no equipamento que está no espaço.

A NASA também vai usar a minúscula câmera para seu outro projeto robô, chamado de micro ScoutCam 1.2, nome que vem do mundo da medicina, não de Marte, e que já está no espaço. A câmera é fabricada pela Medigus, uma empresa israelense especializada no desenvolvimento de ferramentas endocirúrgicas minimamente invasivas e em soluções de imagem. Por exemplo, a Medigus produz um sistema que permite ao médico examinar, diagnosticar e tratar a DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico), via oral,  permitindo assim que os pacientes sejam tratados sem a necessidade de cirurgia. O sistema Medigus MUSE para GERD inclui um grampeador cirúrgico, ultrassom para um posicionamento preciso e uma câmera de vídeo em miniatura; tudo em um único instrumento.

O MUSE é um precursor da tecnologia da câmera que está sendo utilizada na VIPIR. A câmera MUSE também fica na extremidade de um tubo flexível e pode ser controlada por meio de um instrumento médico via console. A câmera MUSE, com 3 milímetros de diâmetro, é uma maravilha da tecnologia, porém a câmera usada pela VIPIR é menor ainda: com apenas 1,2 milímetros, é a menor do mundo. A câmera pode trazer para a Terra uma imagem com ~ 100 graus de campo de visão com resolução de 224 x 224 pixels (0,05 megapixels). Embora o número de pixels possa parecer pequeno, em comparação com os das  câmeras digitais disponíveis no mercado de hoje, este é ideal para os trabalhos de inspeção de curto alcance que a VIPIR estará fazendo, afirmou a NASA. Com a câmera Medigus, os controladores da missão podem ampliar a imagem (zoom) para esclarecer detalhes minúsculos no local de trabalho com até 0,02 polegadas, ou seja, mais finos do que a espessura de um cartão de crédito. O tubo da câmera pode girar até 90 graus em quatro direções opostas.

O robô VIPIR e sua câmera Medigus devem ser usados na Estação Espacial Internacional que orbita sobre a Terra. O robô foi enviado semana passada pelo Veículo de Transferência Automática Europeia-5 (European Automated Transfer Vehicle-5), que já atracou na estação espacial. A VIPIR permitirá que os controladores da missão experimentem várias tecnologias de reparação remota que têm sido desenvolvidas ao longo dos últimos anos pela Missão de Reabastecimento Robótico da NASA (RRM), em conjunto com a Agência Espacial Canadense Dextre.

 

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