Estudantes israelenses podem vir ao Brasil para RoboCup

Adolescentes israelenses esperam impressionar com robôs boxeadores no campeonato mundial RoboCup – se conseguirem patrocínio.

Oito estudantes israelenses do terceiro e quarto anos do ensino médio viajarão ao Brasil em julho para representar Israel na final mundial do concurso de construção de robôs RoboCup. O grupo israelense apresentará dois robôs que lutam um contra o outro, agindo e reagindo como fariam boxeadores humanos. Segundo Yoav Ayalon, integrante da equipe de Israel, a participação neste ano com certeza será vitoriosa.

Mas isso se a equipe conseguir arrecadar os recursos para as passagens aéreas e a hospedagem para participar do concurso.

O RoboCup é a principal competição mundial de construção de robôs da próxima geração. O concurso foi realizado pela primeira vez em 1997, com o objetivo principal de desenvolver, até 2050, um time de robôs jogadores de futebol capaz de derrotar o time humano campeão da Copa do Mundo da FIFA. Desde então, a competição evoluiu, com concorrentes nas categorias resgate (robôs que prestam assistência em casos de incêndio ou acidentes) e doméstica (robôs que ajudam idosos ou deficientes a lidar com os desafios diários). Em 2013, mais de 40.000 pessoas visitaram o RoboCup durante seus cinco dias de duração na Holanda, onde participantes de 45 países apresentaram seus robôs.

Ayalon e seus sete colegas de equipe da Escola de Ensino Médio Yigal Alon, em Rishon Lezion, construíram um robô para participar na categoria esportiva. Ao derrotar 12 outros projetos no RoboCup israelense em maio, os robôs de Ayalon lutaram até a vitória com a exibição de uma disputa de box realista. “Os robôs não são autônomos e são programados pelos humanos”, disse Ayalon ao Times of Israel. “Mas a ação é muito real e, assim que programados, eles executam seu programa automaticamente sem nossa interferência. Nossos robôs podem defender-se e golpear como os humanos fariam, portanto, se um dos robôs tentar bater na cabeça do outro, o controlador do robô-alvo pode desviar sua cabeça de uma forma muito flexível.”

Talvez a característica mais exclusiva dos robôs, segundo Ayalon, seja o fato de eles não serem feitos de aço caro, mas de tubos de plástico descartados, gesso, rodas e sucatas. Além de ser um ótimo exemplo do que pode ser feito com o Assembler, afirma Ayalon, os robôs oferecem um grande exemplo de reciclagem.

A equipe vibrou ao vencer a final israelense, mas ficou frustrada quando descobriu que teria de pagar pelas despesas da viagem ao Brasil. “Precisamos de quase US$ 25.000 para financiar uma viagem para todos nós e, infelizmente, o Comitê do RoboCup não pode nos ajudar.”

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