Como uma cidade de Israel virou a capital mundial da cibersegurança

Esta notícia foi retirada do site El País.

Beersheva transformou a proteção da rede em um negócio de 22 bilhões de reais por ano para o país

Tudo isto antes era areia. Os camelos ainda descansam ao sol nas margens da estrada que conduz a Beersheva, principal núcleo urbano do deserto do Negev. Esta cidade, 110 quilômetros ao sul de Tel Aviv, é considerada o Vale do Silício do Oriente Médio. Representa a prova física e arquitetônica do que conseguiu o setor de cibersegurança em Israel: 10 edificações novas em cinco anos. Em Beersheva foram construídas no deserto, partindo quase do zero, as instalações necessárias para abrigar as milhares de mentes que têm de defender o país. Estas instalações pertencem tanto à Universidade Ben-Gurion do Negev, grandes empresas e startups, como ao Governo e ao Exército. Entre estes quatro atores foi criado um ecossistema de inovação no qual se compartilha informação e objetivo: transformar Israel na grande referência da cibersegurança. Esta missão acelerou o aparecimento do que já se perfila como o debate do futuro: segurança versus privacidade.

“Começamos a nos preocupar com a cibersegurança quando ninguém fazia isso. Há 30 anos já a definíamos como a quarta fronteira a defender. Do mesmo modo que você precisa de pessoas para defender terra, mar e ar, também quer gente que defenda das ciberameaças. A única parte boa dos ciberataques vividos agora no mundo é que demonstram que tudo isto não é ficção científica”, conta Roni Zehavi, CEO da CyberSpark, uma das líderes do ecossistema de cibersegurança criado em Beersheva. Faz referência ao WannaCry e ao Petya, os dois últimos ciberataques que afetaram hospitais, Governos e grandes empresas de todo o mundo. Esses malwares infectaram os sistemas de milhares de equipamentos – através de uma vulnerabilidade encontrada no Windows –, criptografaram a informação que havia neles e pediram um resgate para que fosse recuperada. Nos ataques de ransomware a quantidade a pagar costuma ser pedida em bitcoin, a moeda virtual, e normalmente não é muito alta. Mas ainda assim os especialistas afirmam que se trata de ataques muito baratos para preparar e muito caros para responder.

O mercado da cibersegurança já movimenta mais de 225 bilhões de reais por ano em todo o mundo. Quase 10% do total, 22 bilhões de reais, é faturado por Israel, segundo o professor Isaac Ben-Israel – um dos ideólogos por trás da revolução cibernética que o país está vivendo. Dessa cifra, cerca de 13 bilhões de reais provêm das exportações de produtos e sistemas de segurança, explicou Achiad Alter, chefe de cibersegurança do Instituto de Exportações de Israel. O restante vem de vendas internas.

Leia a notícia na integra AQUI

Share on LinkedInShare on FacebookTweet about this on TwitterEmail this to someoneShare on Google+