Congresso Nacional de Segurança Cibernética em São Paulo: Israel propõe uma “Interpol” para combater o cibercrime

O chefe do Programa de Assuntos Estratégicos e Militares e do Programa de Segurança Cibernética do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, Gabi Siboni, defendeu nesta terça-feira, 31/03, que o combate ao cibercrime seja feito por um grupo internacional, no modelo da Interpol, uma vez que as ações criminosas ultrapassam as fronteiras físicas dos países. Segundo ainda o executivo, sem acordos internacionais  não há como criar políticas efetivas de proteção às fronteiras.

Siboni participou do painel “Ataques cibernéticos mundiais: Medidas preventivas e repressivas”, durante o Congresso Nacional de Segurança Cibernética, promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Na sua apresentação, o chefe da segurança cibernética israelense citou um exemplo recente de ataque ocorrido em Israel.

Apesar da área de segurança ter descoberto e identificado o criminoso, a investigação acabou não obtendo sucesso, uma vez que ele foi cometido fora do território israelense. Como não há acordos de colaboração internacionais entre os países, não havia a quem reportar as informações sobre o atacante, para que um aparato policial internacional pudesse prender o autor do crime.

“Esse é o grande problema ao lidarmos com o fluxo dos crimes cibernéticos, porque o nosso sistema e capacidades legais e todas as nossas evidências legais não estão conectados. (…) Eu recomendaria algum tipo de cooperação internacional que pudesse desenvolver um tipo de Interpol internacional e para ajustarmos a legislação. O que temos hoje não é suficiente”, disse.

Segurança Orgânica

O chefe do Programa de Assuntos Estratégicos e Militares e do Programa de Segurança Cibernética do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel também defendeu que as empresas façam um trabalho de controle interno para evitar vazamento de dados, inclusive dentro dos departamentos de TI. Segundo ele, nem todo vazamento de informações decorre de problemas com softwares.

“O controle de acesso e o comportamento humano em sua empresa também é importante. (…) Os funcionários são o ponto mais vulnerável da defesa cibernética”, destacou. Lembrou que nem sempre alguns problemas são intencionais como, por exemplo, explicou hoje nada impede que um funcionário deixe a empresa e, durante o período de aviso prévio, acabe levando consigo informações sobre o trabalho que desenvolvia, para usá-lo no próximo emprego.

A CDTV do portal Convergência Digital gravou os principais momentos do depoimento do chefe do Programa de Assuntos Estratégicos e Militares e do Programa de Segurança Cibernética do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, Gabi Siboni, no evento de Segurança Cibernética, da FIESP. assistam: