Israel é considerado número 1 em tecnologia limpa

Um novo relatório elaborado por líderes em cleantech e meio ambiente aponta Israel como o melhor em tecnologia limpa. De acordo com o 2014 Global Cleantech Innovation Index, Israel tem o maior potencial para iniciar e comercializar empresas de tecnologia limpa.

“Israel lidera o índice de 2014, com o seu relativo desempenho superior na avaliação startups per capita sendo uma razão principal disso. O país gera a cultura, a educação e a ‘chutzpah’ (ousadia) necessárias para produzir a inovação, além de ter instintos de sobrevivência”, diz o comunicado oficial.

Um especialista em tecnologia limpa diz ao ISRAEL21c ,“A tecnologia limpa é uma das áreas dominantes porque Israel é o número 1 em reutilização de água. Noventa e sete por cento das águas residuais no país são usadas para agricultura e irrigação, enquanto na Espanha o percentual é de 16%. Israel está muito à frente dos padrões mundiais. Há diariamente delegações que vêm conhecer nossas tecnologias.”

Ele acrescenta que programas israelenses para acelerar a inovação em água estão sendo reproduzidos em Cingapura e na Coreia. Some-se a isso competidores internacionais no espaço de investimento em Israel, como a unidade do FMI do Banco Mundial, e a energia em Israel se torna entusiasmante.

“Não temos recursos naturais e somos bons em segurança porque temos necessidade de cibertecnologia e dados nessa área”, destaca o especialista.

À frente de 40 países

O índice de inovação de 2014, elaborado pela empresa global Cleantech Group e pela World Wildlife Foundation (WWF), examinou dados de 40 países e comparou sua inovação em energia renovável, tecnologia de água e outras tecnologias ambientais.

De acordo com os resultados, Israel obteve pontuação de 4,34 no índice, seguido por Finlândia, com 4,04; EUA, com 3,67; Suécia, com 3,55, e Dinamarca, com 3,45. Israel obteve um desempenho particularmente bom em inovação na emergente tecnologia limpa, com 8,92 pontos, enquanto outros três países obtiveram acima de 5.

Os dados usados na pesquisa incluíram investimentos em estágio inicial, empresas com alto impacto e patentes no espaço ambiental. A maioria dos países obteve entre zero e dois pontos.

“Nenhum país se sobressaiu em todos os quatro indicadores. Israel, por exemplo, superou de longe outros no fator inovação em tecnologia limpa emergente, mas ficou em oitavo lugar no quesito evidência da inovação comercializada – o que confirma que existe espaço para melhorias até nos países mais inspiradores”, destacou o relatório.

Entre as empresas que contribuíram para o grande salto, estão SolarEdge, Amiad e Bermad, cada uma com US$ 100 milhões em vendas por ano. Há também a empresa de monitoramento de água TaKaDu, de médio porte, e a respeitada Netafim, empresa de irrigação por gotejamento que recentemente lançou a plataforma uManage para gestão agrícola avançada.

Ariella Grinberg, da Israel Cleantech Ventures, um empresa de capital de risco israelense da área de tecnologia limpa, é responsável pelo mapeamento do fluxo de oportunidades de negócios (deal-flow) e ajuda parceiros de capital de risco a administrarem seu portfólio. Ela também coorganiza a CleanIsrael, a maior rede de profissionais de tecnologia limpa de Israel. Olhando à frente, sua empresa de capital de risco está particularmente interessada em empresas de tecnologia agrícola – tudo desde o tratamento de sementes à gestão de software. São também áreas de interesse os grandes dados, a analítica inteligente e as soluções interdisciplinares desenvolvidas por empreendedores maduros.

Grinberg gosta de ver além dos modismos. “Da última vez que o relatório foi divulgado, estávamos em segundo lugar e agora estamos em primeiro. Em geral, quando se trata do cenário para tecnologia limpa, nada mudou”, diz ela ao ISRAEL21c. “Acho que há grandes oportunidades em tecnologias eficientes e sustentáveis nas indústrias.”

Vendo além dos números

Avi Feldman, chairman da Comissão de Tecnologia Limpa das Indústrias de Tecnologias Avançadas de Israel (IATI) e CEO da Capital Nature, acredita que o ranking encobre o cenário mais amplo em Israel.“A alta posição de Israel no índice de inovação em tecnologia limpa é um pouco enganosa, pois a maior parte da inovação está dentro de startups muito iniciais e pequenas”, diz ele ao ISRAEL21c.

“Nós nos destacamos em tomar novas ideias e transformá-las em protótipos de produtos e serviços. A distância entre esses sucessos em estágio inicial e o mercado é enorme e, na maioria dos casos, não atendida pelos investimentos em escala posterior ou pela comercialização em grande escala”, afirma Feldman.

Ele acredita que, para criar um setor de tecnologia limpa maduro, o governo precisa iniciar políticas mais ousadas para assistência financeira e integração de novas soluções tecnológicas às infraestruturas israelenses de energia elétrica, água e tratamento de água.

“O lado positivo na história israelense é que, enquanto o setor de tecnologia limpa no mundo não está crescendo muito devido ao baixo interesse em investimentos no setor, nós em Israel estamos construindo estoques de soluções inovadoras importantes que estarão ‘prontas para o mercado’ assim que o ciclo de investimento for retomado, em breve”, conclui Feldman.

Em agosto, Noam Ilan – Presidente da Eilat-Eilot Renewable Energy Conference –  visitará o Rio de Janeiro – nos dias 25 e 26 – e São Paulo – nos dias 27,28 e 29 –  para palestras, reuniões com indústrias do setor de energia e para divulgar a Israel Energy Week (http://www.israelenergyweek.com/), que reunirá, em dezembro, todos os grandes eventos relacionado à energia de Israel.

A Missão Econômica de Israel no Brasil planejará a ida de uma delegação brasileira para a Energy Week.

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Fonte: Israel21c

Imagens: Israel21cIsrael Energy WeekIsrael-IndiaCtech Connect

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