A firma de aromatizantes Frutarom chega perto de se tornar um “unicórnio”

A empresa, com sede em Herzliya, agora marca presença em todos os continentes – e tem uma expectativa de quase um bilhão de dólares em vendas para este ano

A firma de aromatizantes e ingredientes Frutarom deu um enorme passo para se tornar o próximo “unicórnio” de Israel – um gigante mundial com um bilhão de dólares em vendas. Com sua décima aquisição até agora neste ano, iguala-se ao recorde da quantidade de empresas adquiridas por uma empresa em um único ano neste século (A Alere Global, com sede em Massachusetts, adquiriu dez empresas em 2007). No fim de semana, a Frutarom anunciou que estava adquirindo 79% das ações da empresa espanhola Nutrafur, que desenvolve e comercializa especialidades de extratos de plantas naturais contendo propriedades antioxidantes.

A empresa espanhola foi avaliada em US$ 14,5 milhões, com as ações da Frutarom  – sediada em Herzliya – em valor de aproximadamente US$ 11,4 milhões. Os termos específicos da negociação não foram revelados.

Com as aquisições deste ano, uma delas inclusive na Austrália, a Frutarom marca presença em todos os continentes (só não está na Antártica, ainda), e passa a ser a sétima maior empresa de aromatizantes e ingredientes do mundo.

Fundada em 1933, a empresa oferece um total de quase 31.000 produtos, comercializados para mais de 15.500 clientes em 145 países ao redor do mundo – incluindo a Argélia, o Kuwait, e os Emirados Árabes Unidos, por meio de sua subsidiária Flachsmann A/S. Tornando-se parte de um grupo controlador internacional, a ICC Industries, a empresa continua sediada em Haifa e teve lucro de US$ 63,6 milhões sobre a receita de US$ 684 milhões em 2013.

Toda essa atividade de aquisições colaborou para a venda de um recorde de US$ 413 milhões de produtos no segundo trimestre, segundo a própria empresa. Sendo assim, se uma das características de um “unicórnio” – uma empresa única e bem-sucedida que é líder mundial em sua área de negócios – é o alcance de um marco importante nas vendas ou nos indicadores financeiros, a Frutarom está no caminho certo para atingir o status de unicórnio.

A Nutrafur é especializada na extração de antioxidantes de vegetais, especialmente do alecrim, das olivas e dos citrinos, que são utilizados em uma grande variedade de ingredientes alimentícios, e também em outros produtos, como por exemplo o sabão. Além disso, a empresa produz uma linha de conservantes naturais com base antioxidante. As vendas da Nutrafur para o período de 12 meses no final de junho de 2015 chegaram a aproximadamente US$ 13 milhões, e as vendas para a empresa, assim como para a indústria de ingredientes e alimentos saudáveis, têm “crescido a passos largos”, segundo a Frutarom.

Antes que alguém pense que a produção de aromas e fragrâncias é uma indústria “ultrapassada”, a Frutarom opera nada menos que 41 firmas de pesquisa e desenvolvimento de última geração ao redor do mundo, nas quais importantes cientistas – da indústria química e de aromatizantes – apresentam novas maneiras de oferecer os sabores que os comerciantes apontam como desejados pelos clientes. Junto com os laboratórios de P&D, a Frutarom opera mais de 80 escritórios de vendas e de marketing no mundo todo, além de 34 fábricas de produção na Europa, na América do Norte, em Israel e na Ásia. Ao todo, a empresa tem por volta de 3.300 funcionários.

Ori Yehudai, presidente e Diretor-Executivo do Grupo Frutarom, afirmou que “nos últimos meses a empresa deu um importante salto em direção ao fortalecimento de sua posição como produtora líder mundial de ingredientes naturais de especialidade, e a aquisição da Nutrafur é compatível com a nossa estratégia de crescimento rápido e rentável, enquanto se aprofunda e se expande a atividade da Frutarom no setor em crescimento de extratos e antioxidantes de plantas naturais para produtos alimentícios. Vamos continuar investindo na expansão considerável de nossa atividade mundial neste setor importante e em crescimento, seja por meio de aquisições estratégicas, seja por meio da colaboração com universidades, institutos de pesquisas e empresas de start-up que desenvolvem produtos inovadores”.

Fonte: The Times of Israel