É hora de dessalinização, reuso, redução de perdas, ou mais reservatórios?

Muitas perguntas passam na cabeça nos brasileiros atualmente devido a crise hídrica que estamos vivendo. E alternativas para o problema de água, principalmente da grande metrópole São Paulo, existem. Quando falamos de água e Israel, pensamos qual a fórmula que um país com escassez milenar de recursos hídricos faz para abastecer a população de água e ter reservas. É dificil comparar um país como Israel com o Brasil. Um país que vive com problemas seculares de falta de água, e no outro lado, um que sempre acreditou ter água em abundância.

Já falamos em outros textos aqui  como Israel utiliza suas tecnologias neste setor. Neste momento enfatizamos como Israel possui tradicionalmente a capacidade de armazenagem de água.

Foi descoberto em 2012 um reservatório de água em Jerusalém, de centenas de anos atrás. Isso nos mostra a preocupação que existia há milhares de anos atrás, e que hoje em dia se manifesta na cultura desta sociedade com a preservação da água e meio ambiente.

Atualmente, o país mantém vários reservatórios em baixo do solo com água doce. As fontes de água doce em Israel e região são mais preciosas do que eram na Idade do Bronze. Cerca de 1 milhão de habitantes tiram água continuamente deste reservatório (imagem abaixo), que é preenchido por oleodutos que serpenteiam a partir do Mar da Galiléia, 90 milhas ao norte. Localizado na orla de Jerusalém, o reservatório é mantido em um cofre subterrâneo enorme, patrulhado por guardas armados para manter os insurgentes de envenenar o fornecimento. Espessas paredes de cimento cercam uma piscina com iluminação artificial de água, espectral e luminosa, a 40 metros de profundidade e com amplitude maior que dois campos de futebol.

A detecção de vazamentos pode parecer uma pequena preocupação, mas é importante, especialmente em ambientes onde a água é escassa e cara. Da demanda total de água de Israel (2,2 mil milhões de metros cúbicos por ano), menos de um décimo é fornecido por fontes de água doce, como o Mar da Galiléia, o restante vem de dessalinização (85%). “Entre todas as tecnologias de conservação em desenvolvimento, a mais valiosa é a que detecta as vasões nas redes”, diz Avshalom Felber, diretor executivo da IDE Technologies, maior empresa de dessalinização de Israel.

Em média, os serviços públicos em todo o mundo perde mais de 30 por cento da água que distribuem em suas redes. Israel, perde em media 10% devido ao uso de tecnologias eficientes de controle e monitoramento, como é o caso da empresa Takadu, já atuando em mercado brasileiro.

A resposta para pergunta inicial é, sim! É hora para fazermos tudo, buscar projetos de dessalinização, tecnologias de reuso, sistemas de controle de perdas, e também melhorias e aumento na quantidade de reservatórios. E quer saber como? Veja uma dica aqui.

Fonte: Bloomberg e Live Science

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