Ceará e Israel tratam sobre segurança pública, reúso da água e dessalinização

Na manhã de ontem, o Governador Camilo Santana e o secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira,  receberam  no Palácio da Abolição, o Cônsul para Assuntos Econômicos de Israel em São Paulo, Boaz Albaranes, e a assessora extraordinária para a Missão Região Nordeste, Sheila Golabek Sztutmam. Ceará e Israel dialogam sobre novos acordos bilaterais. Uma das áreas de interesse é segurança pública, com novas tecnologias para penitenciárias, portos e aeroportos. As possibilidades fizeram parte da longa reunião entre o governador Camilo Santana e o cônsul para Assuntos Econômicos de Israel em São Paulo, Boaz Albaranes.

Boaz3“Estamos tentando – não só no Ceará, em todo o Brasil -, focar nas necessidades. Se a necessidade existe, temos muita disposição para cooperação. Normalmente, se a necessidade é real, é urgente, claro que é mais fácil”, ressaltou Albaranes.

Na oportunidade, o Cônsul israelita apresentou um leque de empresas com quem o Governo do Ceará poderá buscar parcerias publico privadas e importar tecnologias e soluções nas áreas de reúso da água, de controle e redução de perdas, de aproveitamento hídrico, além de equipamentos de irrigação por gotejamento e até aparelhos móveis de tratamento de água. Segundo ele, em Israel, a perda, o desperdício de água varia de 2% a 7%, dependendo da região. Já no Ceará, esse índice é de 24%, em São Paulo, 37%, e a média mundial é 25%.

“O tempo (para desenvolvimento dos projetos) depende da vontade dos governos”, explica Sheila Sztutmam, destacando que grandes projetos de dessalinização exigem “recursos vultosos” e requerem a participação dos governos estadual e federal. Ela explica, no entanto, que também já há tecnologias e equipamentos disponíveis para instalação de unidades modulares, seja para dessalinização, quanto para tratamento de água potável às comunidades do Interior e que podem ser instalados em até 60 dias.

“Em Israel, 70% por cento da água potável consumida no País é dessalinizada, percentual que deve chegar a 100%, nos próximos três ou quatro anos”, destaca Albaranes, lembrando que lá, esse processo foi iniciado em 2000. No Brasil, a dessalinização da água para consumo humano é bastante utilizado nos navios da Marinha.

De acordo ainda com o Cônsul, em Israel, o custo da dessalinização é da ordem de US$ 0,65 por metro cúbico, (o equivalente a R$ 1,84, ao preço do dólar de ontem, a R$ 2,83), valor que pode variar de acordo com a distância do mar à usina e com o custo de energia.

Fontes: Diário do Nordeste e O Povo

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