Utilizando energias alternativas para aquecer estufas

Uma empresa israelense tem encontrado maneiras alternativas de aquecer estufas, e tem também auxiliado clientes internacionais a reduzir “gases do efeito estufa” poluentes.

Embora a Energy Industries exista já há 40 anos, foi só há três anos, quando mudou sua direção, que começou a repercutir. Originalmente lidando com caldeiras e tubulações, agora é uma das principais solucionadoras de problemas na área da conservação de energia, tanto nacionalmente quanto no exterior.

Um de seus principais sistemas – utilizando fontes de energia alternativa para aquecer estufas em climas frios – foi recentemente vendido ao governo da Geórgia. Outro, que envolve a extração e a transformação de gases naturais emitidos de aterros sanitários em eletricidade rendeu à empresa israelense um contrato para construir uma fábrica em Gana.

“O fundamento de nossa filosofia é fornecer diferentes soluções em energia para diferentes necessidades, além de promover métodos criativos para lidar com desafios específicos relativos a atividades comerciais e seu meio ambiente”, diz Zion Suki, Diretor-Presidente, que está com a empresa há um ano e meio.

A maior parte dos projetos da empresa está em Israel, e a maioria envolve o aquecimento de água – uma necessidade de todas as fábricas. Mas caldeiras, que possuem elementos de aquecimento, requerem altos gastos com energia. Um método mais eficiente, diz Suki, são bombas de calefação, que aquecem o ar externo. Embora seja necessário eletricidade para aquecer o ar, o processo inteiro gasta um quarto da energia do sistema de caldeiras.

O alto custo da energia elétrica, diz Suki, é um problema crucial, comum a toda indústria de Israel. Ele faz referência a uma conferência de três dias da Associação de Fabricantes, em Eilat, na qual compareceram políticos importantes e líderes industriais. Nessa conferência, ele conta, “Todos disseram que ‘Finalmente Israel encontrou gás natural. Por que isso ainda não chegou até nós?’”

Um exemplo de tal missão foi deduzir como aquecer estufas nas baixas temperaturas da Geórgia – um país que possui muitas nascentes quentes. Uma dessas nascentes estava vertendo no sistema de esgotos de uma área com uma estufa. A Energy Industries criou uma maneira de redirecionar a água geotérmica (nascente quente) em tubulações finas especiais que chegavam à estufa. A água aquece as tubulações, e estas, por sua vez, aquecem o interior da estufa. Outro sistema que a Energy Industries desenvolveu na Geórgia canaliza o gás emitido por uma fábrica de derretimento de metais – gás que estava simplesmente poluindo o ambiente – em tubulações que, então, aquecem a estufa.

“Nós sempre perguntamos aos nossos clientes sobre a área em que eles estão atuando, para vermos se há uma solução envolvendo um recurso natural nas redondezas”, diz Suki.

O projeto da empresa em Kumasi, a segunda maior cidade de Gana, envolve a construção de uma central elétrica focada na criação de eletricidade a partir do gás metano emitido de um grande aterro de resíduos orgânicos.

O contrato de $ 6 milhões está sendo levado a cabo em conjunto com países do Ocidente comprometidos com o Protocolo de Kyoto, um acordo internacional ligado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, visando a redução da emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) a partir da atividade industrial. (Gases do efeito estufa não têm nada a ver com estufas reais; estes são gases que aprisionam o calor na atmosfera, produzindo o efeito “estufa”, que altera o clima.)

Suki explica que os signatários do Protocolo de Kyoto recebem “créditos de carbono” pela redução de GEE. Mas estes não são restritos geograficamente. Isso significa que países como, digamos, Alemanha e Suécia podem cumprir seus compromissos por meio da conservação de energia além de suas fronteiras.

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