Israel exportará para China carne produzida em laboratórios

Este artigo foi retirado e adaptado do Futurism.

RECÉM-SAÍDO DO LABORATÓRIO

A China assinou um acordo comercial com Israel no valor de trezentos milhões de dólares para a importação de carnes criadas em laboratório produzidas por três empresas: SuperMeat, Future Meat Technologies e Meat the Future. O acordo é parte do esforço contínuo da China para a resolução de seus mais complexos problemas ambientais.

A Autoridade de Inovação de Israel e o Israel Export Institute se envolveram na mediação do negócio com a China. Ambas organizações estavam presentes na conferência inaugural sobre carne produzida em laboratório, que aconteceu em Haifa, Israel, no último mês de maio.

Israel está emergindo enquanto um importante player na nova indústria de carne criada em laboratório, mas também há muita pesquisa sendo feita nos E.U.A. A Memphis Meat recebeu recentemente investimentos de Sir Richard Branson e Bill Gates, enquanto a Hampton Creek espera vender comercialmente seus produtos já no ano que vem. Mesmo marcas convencionais, como a Tyson Foods, estão buscando se envolver nessa recém-criada área.

Esse tipo particular de carne criada em laboratório é produzido usando células animais, de modo que não é completamente livre de abate, mesmo que realmente reduza, de forma geral, o número de animais mortos por alimento – cientistas estão pesquisando um substituto completamente sintético. Por enquanto, a carne criada em laboratório está preparada para ao menos reduzir a pressão sobre o ambiente causada pela atividade pecuária.

ECOLOGICAMENTE CORRETA

Estima-se que 14,5% das emissões de gases do efeito estufa podem ser atribuídas à atividade pecuária, com o gado como maior culpado. Se não precisássemos criar tantos bois para fabricar produtos de carne bovina, poderíamos reduzir consideravelmente essas emissões.

A carne criada em laboratório também é mais barata e mais saudável do que a tradicional. Pode levar algum tempo para o público em geral embarcar nessa, mas, ao que parece, logo haverão vantagens demais para serem ignoradas.

Fonte: Futurism

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