CEO da Frutarom diz que vendas podem chegar a US$ 1 bilhão neste ano

A Frutarom Industries Ltd. (FRUT) espera atingir sua meta de US$ 1 bilhão em vendas já neste ano, na medida em que a produtora de aromas para a Coca-Cola Co. (KO) e a Nestlé SA (NESN) busca mais aquisições, disse o CEO da empresa, Ori Yehudai.

“Faremos mais aquisições em 2015, talvez mais do que fizemos em 2014, com um foco nos mercados emergentes e nos Estados Unidos”, afirmou Yehudai ontem, na sede da empresa em Herzliya, Israel. “Estamos a caminho de atingir nossa meta de US$ 1 bilhão em vendas em 2016 e possivelmente já neste ano.”

A Frutarom, sétima maior produtora de aromas (essências) para a indústria alimentícia em vendas, está negociando com pelo menos 20 empresas e avaliando aquisições no segmento de ingredientes finos, disse Yehudai. A companhia já adquiriu 32 empresas desde 2001, incluindo três no ano passado. Suas ações subiram 2,7%, para 124 shekels, o maior valor já registrado, no fechamento em Tel Aviv.

No mês passado, a Frutarom comprou a Vitiva, produtora de extratos naturais de plantas com sede na Eslovênia, por cerca de US$ 10 milhões, após adquirir em setembro a divisão de aromas e corantes alimentares naturais da Montana SA no Peru, por US$ 28,5 milhões. Os mercados emergentes e os Estados Unidos respondem por 45% e 11% das vendas da empresa, respectivamente.

A receita da Frutarom avançou para US$ 617 milhões nos primeiros nove meses de 2014, ante US$ 482 milhões do mesmo período de 2013. Suas ações subiram 20% em dezembro, o maior patamar desde janeiro de 2009, comparado ao avanço de 4,1% das ações de sua concorrente Givaudan SA (GIVN), com sede em Vernier, na Suíça.

Índice TA-25

As ações da Frutarom tiveram o melhor desempenho no Índice Tel Aviv 25 (TA-25, que reflete os preços das ações das 25 empresas de maior capitalização de mercado na Bolsa de Tel Aviv) em 2014. A empresa entrou para a lista em dezembro.

“Hoje, sabemos que há investidores estrangeiros que estão começando ou considerando investir na Frutarom, pois a liquidez é uma questão menos importante quando o volume de negociação é maior do que antes”, diz Yehudai. “Minha suposição é que mais investidores estrangeiros controlarão a Frutarom.”

Embora Yejudai avalie que o mercado de Tel Aviv não é suficientemente grande para a Frutarom, ele não vê a cotação em uma bolsa de valores maior como uma “prioridade principal”.

“Parte do objetivo será criar uma negociação significativa adicional em uma das principais bolsas estrangeiras, seja em Londres ou Nova York”, afirmou. “Não estamos considerando isso ativamente, mas consideraremos no futuro próximo.”

Fonte: Bloomberg

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