100 Árvores para o futuro

Quanto mais árvores, mais qualidade para os cidadãos.

Construídas de madeira, sem provocar desatamento, mas fazendo uso de resíduos de podas arbóreas do município. No lugar das folhas, placas solares a produzir energia limpa para recarregar baterias de celulares e manter fresca a água do bebedouro. Rede wifi para conexão com a Internet. Bancos ao seu entorno, para estimular a convivência urbana. Um dos projetos de conectividade e consciência ambiental já assinados pela Prefeitura de São Paulo e Secretaria Estadual do Meio Ambiente tem o formato de uma árvore que, além de garantir energia renovável, traz como proposta fortalecer a interação entre os indivíduos, proporcionar um salto na qualidade de vida dos habitantes das grandes metrópoles e promover a consciência ambiental.

Conhecido como “100 árvores para o futuro”, ou “Projeto Ibiaram”, a proposta apresentada à cidade de São Paulo contempla a instalação dessas árvores nos parques do Ibirapuera, Parque do Povo e Villas-Lobos, que atendem a um grande número de frequentadores. O número 100, por sua vez, se refere à meta que o projeto pretende alcançar, instalando uma centena de árvores ao redor do mundo. No Brasil, a proposta prevê a instalação das árvores em 15 municípios.

O administrador de empresas Alexandre Chachamovits é um dos viabilizadores da proposta. Sócio da Meeb Inc. trouxe, junto com o publicitário Adriano Pires de Carvalho, o projeto de Israel, tendo a Sologic, empresa israelense, à frente da produção. O projeto faz parte de um acordo entre Brasil e Israel sobre desenvolvimento sustentável.  As árvores, ou e-tree, como são chamadas no exterior, já são realidade em alguns países, como Estados Unidos, África, Israel e França. “O projeto tem como meta proporcionar benfeitorias para os municípios pois, para que se mantem sustentáveis, dependem de tecnologia e conectividade”, diz Chachamovits.

O nome escolhido “Ibiaram” significa madeira, mas a proposta traz significados expressivos, como a frequência das pessoas em ambientes que estimulem conhecimento e seja inspiração de práticas sustentáveis. As árvores pretendem trazer um up grade para a cidade, entre eles cultural, avalia Carvalho. Exemplo de modo de produção de energia limpa, ao recarregarem os celulares, beberem água fresca, oferecerem água para seus animais, fazer uso dos bikes pontos, os frequentadores dos parques onde estarão instaladas as árvores poderão despertar sua consciência ecológica para os problemas que já enfrentamos como escassez de recursos hídricos, aquecimento global, congestionamento e qualidade do espaço urbano, explica Carvalho.

Outra atração da árvore é a possibilidade de se conectar com outras pessoas, em todo o mundo, que estejam usufruindo de seus benefícios. Isso porque as árvores terão tablets acoplados em seus troncos, que permitirão a comunicação entre usuários das outras árvores espalhadas pelo mundo, além de trazer conteúdos sobre meio-ambiente, sustentabilidade, preservação e qualidade de vida.  “As árvores promoverão às pessoas o conhecimento, a consciência ambiental e noção de coletividade”, diz Carvalho. Ainda segundo ele, a prefeitura entende o projeto como uma forma de revigorar os parques de São Paulo. “Conectividade é conhecimento e qualidade de vida. As árvores trarão benefícios e quanto mais esses benefícios forem percebidos, mais as pessoas passarão a frequentar os parques das cidades, haverá menos degradação e menos violência”, afirma o publicitário.

“A árvore simboliza coletividade, é entendida como um ponto de encontro, é uma possibilidade de conexão com o mundo e quanto mais árvores, mais qualidade de vida haverá para os cidadãos”, argumenta Chachamovits. Aos frequentadores dos parques as árvores oferecerão mobilidade urbana, conectividade, inclusão digital via wifi e respeito ao coletivo. “Uma cidade mais conectada se conversa mais, é mais inclusiva e procura soluções coletivamente”, continua o administrador de empresas. Chachamovits é brasileiro, morou em Israel por três anos, e sua experiência no mercado financeiro o conduziu a desenvolver projetos de integração entre Brasil e Israel. Para que as árvores sejam viáveis no Brasil, além do acordo assinado com a Prefeitura de São Paulo, os sócios Chachamovits e Carvalho buscam o patrocínio das grandes empresas.

 Mais Sobre a Árvore:  

As árvores possuem  4,5m de altura, são construídas em tubos de metal e sua copa conta com 7 placas solares de 1,4m cada que captam a luz solar gerando 1,400 Watts por hora e 7KW de energia em média por dia. Esta é transformada em benefícios para a sociedade como: free wi-fi, sistema de resfriamento de água filtrada para pessoas e animais, recarregamento dedevices como celulares e tablets, energia sustentável, iluminação noturna com lâmpadas de LED, plataforma educacional e conhecimento sobre meio ambiente através de uma tela de LCD acoplada em um dos troncos da árvore e conexão entre as pessoas do mundo onde a árvore está instalada.

A árvore foi criada por Michael Lasry, na qual possui vasta experiência em energia sustentável e renovável da empresa Sologic Systems de Israel em colaboração com o artista Yoav Ben Dov, que transformou a árvore em uma grande escultura icônica para as cidades, por sua forma, harmonia beleza e benefícios que proporciona.

Mais informações:  Israelenses criam “árvore” para geração de energia solar

Fonte: Revista Prefeitos

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