10 avanços israelenses que podem transformar o modo como tratamos a obesidade

Até 2025, um terço da população mundial adulta poderá estar com sobrepeso ou obesa, gerando diversas doenças.

A obesidade é uma das maiores causas de morte no mundo moderno devido às doenças que ela desencadeia. A Federação Mundial de Obesidade prevê que até 2015 haverá 2.7 bilhões de adultos com sobrepeso e obesos – cerca de um terço da população mundial.

Esta tendência preocupa o Dr. Dror Dicker, responsável pela Clínica de Obesidade no Hasharon Hospital-Rabin Medical Center em Petah Tikva, Presidente da Associação Israelense de Estudo para Obesidade e Co-Presidente da Força Tarefa de Gerenciamento de Obesidade da Associação Européia para Estudo da Obesidade.

Nesta corrida contra a obesidade, 10 avanços Israelenses se destacam na prevenção, entendimento e tratamento da obesidade:

1. NozNoz 

Dr. Dicker era o principal pesquisador do teste clínico da NozNoz, uma espécie de lente de contato nasal para reduzir o apetite desviando os cheiros dos receptores nasais, diminuindo o desejo de comer. O aparato é vendido online como um aparelho não médico na União Européia, Estados Unidos e Israel.

2. Medicamento que derrete gordura

A empresa com sede em Jerusalém, Raziel Therapeutics, está desenvolvendo uma droga injetável que corrige o desequilíbrio causado pelo consumo de mais calorias que o corpo pode queimar, derretendo as células de gordura e adiando a proliferação de novas células. O primeiro estudo clínico da Raziel mostrou uma redução de 30% a 50% e gordura subcutânea no local tratado após uma injeção, com efeitos que duraram vários meses.

3. Zen Eating

O inventor Scott Hirsch de Jerusalém entendeu que sua apnéia do sono originava-se de dificuldade para engolir. Ele criou uma ferramenta simples para corrigir este problema e descobriu que ele também estava se sentindo mais satisfeito ingerindo menos comida. Lançado em Março de 2018, o aparelho de silicone Hirsch’s Zen Eating — disponível online – é usado por cinco segundos antes das refeições para treinar a língua e garganta a engolirem menores quantidades de comida por vez, desacelerando a alimentação e aumentando a mastigação. Isto possibilita que o corpo leve o tempo necessário para se sentir satisfeito e você comerá até 30% a menos por refeição.

4. Canabidiol versus Células Hepáticas Gordurosas

O Centro Multidisciplinar de Pesquisas sobre o Canabidiol da Universidade Hebraica de Jerusalém recebeu um finaciamento no início do ano para focar em estudos usando o extrato do canabidiol (CBD) para o tratamento de doenças heáticas gordurosas não alcoólicas. Esta doença comum afeta até 80% das pessoas obesas. A pesquisa indica que o canabidiol modulou o acúmulo de ácido graxo no fígado e inibiu o ganho de peso em ratos com dietas ricas em gordura. Agora os pesquisadores querem saber se o CBD e outros compostos não-psicoativo do cannabis podem diminuir, inibir ou reverter o crescimento das células gordurosas no fígadou ou ainda prevenir seu crescimento.

5. Café da manhã calórico promove perda de peso

Pessoas com obesidade e diabetes tipo 2 podem se beneficiar ao comer um café da manhã altamente calórico, de acordo com um estudo recente da Dr. Daniela Jakubowicz, professora de medicina na Universidade de Tel Aviv. “O horário do dia – quando você come e a frequência que você come – é mais importante que o que você come e quantas calorias você injere” – diz a Professora ao apresentar os resultados da 100ª reunião anual da Sociedade de Endocrinologia em Chicago. “O metabolismo de nosso corpo muda durante o dia. (…) Uma dieta com horários e frequência adequados de refeições tem um papel central no controle da glicose e perda de peso”.

6. Microbioma intestinal e efeito sanfona

Um estudo israelense recentemente publicado na Nature revelou que alterar a composição ou função do microbioma intestinal em ratos que foram obesos e perderam peso, preveniu o fenômeno conhecido como efeito sanfona. “Demonstramos em ratos obesos que seguindo uma dieta correta e perda de peso, o microbioma retem a ‘memória’ da obesidade anterior. Este microbioma persistente acelerou a recuperação do peso quando o rato foi novamente exposto a uma dieta de alta caloria”, disse um dos líderes pesquisadores Eran Elinav do Weizmannn Institute.

Os cientistas desenvolveram um algorítmo que prediz quanto o rato irá recuperar do peso anterior, e identificaram duas moléculas flavonoides envolvendo o ciclo do peso. “Ao conduzir uma análise funcional detalhada do microbioma, desenvolvemos abordagens terapêuticas para aliviar o impacto da recuperação do peso,” complementa Prof. Eran Segal.

7. Obesidade diminui o efeito da vacina da gripe

O pesquisador Tomer Hertz da Universidade de Ben-Gurion University no Negev demonstrou que a vacina da gripe não funciona não tem em ratos obesos, sugerindo que a obesidade deixa as pessoas vulneráveis à complicações relacionadas à gripe.

Leia a lista completa em Israel21C.